No dia 21 de janeiro de 1968, um avião B-52 Stratofortress do Exército dos Estados Unidos caiu na costa nordeste da Groenlândia, perto da base aérea de Thule. O avião transportava quatro bombas termonucleares, cada uma com uma potência destrutiva de 1,2 megatoneladas, o que é 100 vezes mais poderoso do que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.

O acidente ocorreu durante uma missão de rotina, em que o B-52 deveria sobrevoar a região do Polo Norte para monitorar possíveis ataques soviéticos. No entanto, os sistemas de navegação do avião não funcionaram corretamente, levando a um erro de cálculo que fez com que o piloto não notasse que havia ultrapassado a área de segurança da base aérea.

Ao tentar pousar na pista de emergência da base, o B-52 colidiu com uma montanha próxima, explodindo em chamas. Dos nove tripulantes a bordo, sete morreram no acidente e dois conseguiram ejetar e sobreviver.

A tragédia não parou por aí. Com o impacto da queda, as quatro bombas termonucleares foram danificadas e duas delas se desintegraram, espalhando o plutônio por uma área de 280 hectares. A contaminação radioativa foi tão grave que um relatório do Instituto de Saúde Pública da Dinamarca alertou para a impossibilidade de se fazer uma limpeza total da área afetada.

Para piorar a situação, o governo dos Estados Unidos tentou acobertar o incidente, inicialmente alegando que as bombas nucleares não representavam um perigo. Foi somente depois de muita pressão e protestos por parte da população local e internacional que o governo estadunidense admitiu a gravidade do desastre.

Atualmente, a área permanece off-limits para fins residenciais e agrícolas, e a população local ainda sofre com os efeitos da contaminação radioativa. O desastre do B-52 em 1968 na Groenlândia é uma lembrança sombria para a aviação militar americana, e serve como um lembrete das consequências graves que podem resultar de erros humanos e da falta de transparência do governo.

Em suma, o acidente do B-52 em 1968 na Groenlândia continua a ser uma ocorrência triste e sombria que permanece relevante até hoje. Este incidente horrível é um lembrete das consequências graves e duradouras que vêm com a contaminação nuclear e deveria ser usado como uma lição para garantirmos que nunca mais aconteça novamente.